Luta «histórica» na <em>RTP</em>
Desde a primeira hora de segunda-feira, a greve no Grupo RTP registou uma adesão muito elevada de jornalistas e de técnicos. Na informação divulgada pelos sindicatos maioritários, que convocaram estes três dias de paralisação por um ACT justo, foram apontados alguns efeitos da luta, «particularmente visíveis» na emissão do Canal 1 da RTP, bem como na programação regional, nos Açores e na Madeira, onde os níveis de adesão foram de quase cem por cento.
A adesão à greve foi total em cinco delegações regionais do Continente e parcial numa; duas mantiveram-se em funcionamento. Em Lisboa e no Porto a adesão foi quase total, com os trabalhadores a concentrarem-se à porta das instalações, durante cada um dos dias.
«Esta jornada de luta já se pode considerar histórica, pela adesão registada e pelas suas consequências, bem visíveis nos ecrãs da RTP», declaravam o Sindicato dos Jornalistas, o STT e o Sinttav, em comunicado conjunto ao final de segunda-feira. No segundo dia, a adesão aumentou, informou o SJ.
Os sindicatos denunciaram tentativas de intimidação e desinformação, procurando travar o sucesso da greve, e esforçadas manobras para minimizar os efeitos públicos da luta.
Mais pesou, junto dos trabalhadores, a posição da administração face ao Acordo Colectivo de Trabalho, com propostas que, a vingar, iriam retirar direitos para além do que o Código do Trabalho permite. Causou particular indignação o facto de pretender que o tempo gasto em deslocações diárias ao serviço da empresa não conte como trabalho efectivo, a par da fixação de horário irregulares, com maior penosidade mas com menos contrapartidas.
A CGTP-IN declarou «solidariedade activa» para com os trabalhadores em luta. O presidente da Federação Europeia de Jornalistas expressou preocupação, face ao quadro que levou à greve em Portugal, notando que ataques aos direitos sociais e profissionais e ao serviço público ocorrem noutros países europeus, como a Grã-Bretanha, a Suíça ou a Eslovénia. A organização do PCP na RA da Madeira solidarizou-se com a luta na RTP-M, defendendo «trabalhadores da comunicação com direitos».
A adesão à greve foi total em cinco delegações regionais do Continente e parcial numa; duas mantiveram-se em funcionamento. Em Lisboa e no Porto a adesão foi quase total, com os trabalhadores a concentrarem-se à porta das instalações, durante cada um dos dias.
«Esta jornada de luta já se pode considerar histórica, pela adesão registada e pelas suas consequências, bem visíveis nos ecrãs da RTP», declaravam o Sindicato dos Jornalistas, o STT e o Sinttav, em comunicado conjunto ao final de segunda-feira. No segundo dia, a adesão aumentou, informou o SJ.
Os sindicatos denunciaram tentativas de intimidação e desinformação, procurando travar o sucesso da greve, e esforçadas manobras para minimizar os efeitos públicos da luta.
Mais pesou, junto dos trabalhadores, a posição da administração face ao Acordo Colectivo de Trabalho, com propostas que, a vingar, iriam retirar direitos para além do que o Código do Trabalho permite. Causou particular indignação o facto de pretender que o tempo gasto em deslocações diárias ao serviço da empresa não conte como trabalho efectivo, a par da fixação de horário irregulares, com maior penosidade mas com menos contrapartidas.
A CGTP-IN declarou «solidariedade activa» para com os trabalhadores em luta. O presidente da Federação Europeia de Jornalistas expressou preocupação, face ao quadro que levou à greve em Portugal, notando que ataques aos direitos sociais e profissionais e ao serviço público ocorrem noutros países europeus, como a Grã-Bretanha, a Suíça ou a Eslovénia. A organização do PCP na RA da Madeira solidarizou-se com a luta na RTP-M, defendendo «trabalhadores da comunicação com direitos».